Menu

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O Canto Ébrio do Duende

Entre o ventre das trevas brilha teu rosto
Em brilhos estrelares minha doce lua
Sem pudor te tomo com todo gosto
Amo toda a tua beleza nua e crua

Canto minhas cantigas de duende ébrio
Despistando dessas mazelas de amor
Desconheço esse teu lindo mistério
Mas tem o cheiro igual ao da flor

Veste em meu fumo sereno o luar cálido
Enquanto toco este velho alaúde tímido
Modas dos amores mais secretos da lua
Perdidos nos beijos de amantes de rua

E quando vem a meu encontro, esconde
Pois o sol que nasce imponente visconde
Deixa o sabor de ânsia e saudade de ti
De todas as noites a lua mais bela que vi

                                                               M.S

Nenhum comentário:

Postar um comentário