Dana-se o tempo bardento
A alma tão triste lamenta
A morte do bom pensamento
O terror assola avulso
Vagando nas veias podres
Poe a marchar o necropulso
Movendo o corpo à tremores
O cheiro dum eu morto
É como grito selvagem
Que me tira do conforto
Para não afogar na margem
Mas o defunto que sou
Não me conformo jamais
Em morto, como eu estou
Ter em mim tristeza a mais
Saudade é bela palavra
E lamina muito temível
A falta no peito crava
O hino do imperecível.
M.S
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