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sábado, 19 de abril de 2014

Fantasia

O cansaço em meus ombros tornou-se preocupante
Mesmo o momento mais fútil tornou-se delirante
Delibero agora despreocupado com a verdade
Desejo porém fugir desta inescrúpulosa realidade

Corro para algum lugar
Sabendo nunca mais voltar
Sinto em meus pés a areia
Escuto atônito o canto da sereia

Venta forte em meu rosto
Experimento um novo gosto
Todas religiões, ou uma nova tribo
Da fé doutrino, de nada me proíbo

E em algum mar
Vou navegar
Para algum país distante
Seguir no mundo andante

Ver a lua sangrar
Ou lá no alto brilhar
Fujo dos problemas por um instante
Longe de tudo, sou cantante

Mas ao final de nada importará
Esta fuga é irreal
Adepto ao mundo material
O poeta não vai mais rimar.

D.C.F


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