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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Rumo à Morte

Não tenho medo de morrer Tenho medo é de viver Viver uma vida sórdida Qual fora uma vida mórbida Seguir sempre ao trivial Evito inovar, sendo igual Igual ao rato que corre Rumo ao queijo e morre Vida sem prazeres não almejo Não valeria seguir sem desejo Pois o final certo deve ser logo Vivo incerto e de alegrias rogo E eu bem sei do meu gozo Não o desejo prostibulozo Mas a satisfação de viver Sem ter que de ti esconder E que venha à mim agora A morte não temida outrora Se condenado eu sempre for A viver uma vida em torpor


D.C.F e M.S

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